STF mantém suspensão do acordo entre Telebras e Viasat para satélite brasileiro bilionário

STF mantém suspensão do acordo entre Telebras e Viasat para satélite brasileiro bilionário

01/06/2018 às 18:30 Vista: 35 Vez(es)


Parceria entre Telebras e o Ministério da Defesa, satélite custou R$ 2,78 bilhões. Satélite SGDC Reprodução/TV Globo O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (1º) manter a suspensão do acordo entre a Telebras e a norte-americana Viasat para operar o satélite usado pela estatal para atender programas de expansão da banda larga do governo federal. A decisão, proferida pela presidente do STF Carmen Lúcia, não tratou do mérito da ação, que questiona se o contrato coloca em risco a soberania do Brasil. "Indefiro a presente medida de contracautela, reiterando não se ter com essa decisão antecipação sobre o mérito da matéria submetida a exame na ação ordinária", escreveu a ministra. Após 'não' de empresas, Telebras reduziu exigências para achar parceiro em satélite bilionário Briga judicial faz satélite brasileiro de R$ 2,7 bilhões levar internet a menos de 0,1% dos pontos planejados O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) tem seu uso compartilhado entre militares e civis. O Exército usa 30% da capacidade do equipamento para conectar suas instalações, como postos da fronteira. Já a Telebras, que é uma empresa de capital misto, usa o restante para fornecer conexão contratada por diversos órgãos do governo federal. Para operar sua parte do satélite, a Telebras contratou a Viasat após manter um processo de chamamento público aberto por oito meses e não encontrar interessados. A empresa amazonense Via Direta Telecomunicações entrou na Justiça alegando que foi preterida do processo depois de iniciar as negociações para operar parte da capacidade do satélite e conseguiu decisão suspendendo o contrato entre a Telebras e a Viasat. A Telebras afirma que a Via Direta sequer apresentou proposta para participar do negócio. Após a Telebras recorrer e perder na segunda instância, o processo subiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o encaminhou ao STF porque, além da questão contratual, a Via Direta questionou se o acordo colocaria a soberania do país em risco. Em nota, a Telebras voltou a reafirmar que o contrato com a Viasat foi feito com base na Lei das Estatais. Informou ainda que a decisão não interfere em outras ações e recursos movidos pela empresa. "Outros recursos em tramitação em outras instâncias não foram prejudicados." Sem antenas A Telebras já havia começado nesta semana a desligar os únicos quatro pontos de conexão à internet que eram abastecidos pelo satélite geoestacionário brasileiro. Com isso, de acordo com a estatal, neste momento o satélite está sem uso civil -- é utilizado apenas pelo Ministério da Defesa, para fins militares. O desligamento atende a uma determinação do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1). Após a decisão do STF, a empresa afirmou que "está pronta para, a qualquer momento, retomar as instalações dos pontos de conexão e levar internet de qualidade a todos os municípios brasileiros a preços acessíveis". Sobre a retirada de antenas receptoras do sinal do satélite, a empresa norte-americana informou estar "profundamente desapontada pelo fato de a Telebras ter sido obrigada a encerrar o serviço oferecido para as crianças em idade escolar e funcionários do governo em Pacaraima". "É lamentável que um tribunal brasileiro possa permitir que a Via Direta retenha benefícios imensos para o povo brasileiro." Antena receptora de sinal de satélite retirada de escola de Roraima, após Telebras ser obrigada pela Justiça a tirar equipamentos instalados pela Viasat. Divulgação Veja a nota da Telebras: Em relação ao indeferimento do pedido de contracautela pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lucia, nesta sexta-feira (1), a Telebras esclarece que: - Esta ainda não é a decisão do mérito. Ou seja: todos os outros recursos em tramitação em outras instâncias não foram prejudicados; - A Telebras reforça a lisura do contrato associativo firmado com a Viasat, feito com base no art. 28 da Lei das Estatais (13.303/2016), que distancia qualquer característica de licitação; - A companhia está pronta para, a qualquer momento, retomar as instalações dos pontos de conexão e levar internet de qualidade a todos os municípios brasileiros a preços acessíveis; - Continuaremos à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e confiamos que a situação será revertida em breve. VIA: G1 > Tecnologia e Games

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